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Greve na CPTM pode deixar mais de 550 mil pessoas por dia sem trens em SP

A greve dos ferroviários, anunciada para ocorrer a partir da meia-noite desta quarta-feira (26), poderá atingir cerca de 550 mil passageiros que usam as linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

O número representa, aproximadamente, a média diária dos quase 17 milhões embarques nas três linhas em todo o mês de janeiro, dado mais recente disponível nas estatísticas da companhia.

Na semana passada, os ferroviários aprovaram a greve por tempo indeterminado contra a privatização das três linhas —a abertura das propostas ocorre na sexta-feira (28), em sessão pública programada na sede da B3, a Bolsa de Valores, no centro histórico da cidade de São Paulo.

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) prevê arrecadar R$ 14,3 bilhões em investimentos em 25 anos de concessão.

“Estamos pedindo para que o governo do estado cancele esse leilão, que chame a categoria para conversar, para a gente ver a melhor forma de não ter um transporte privatizado”, diz Lourival Júnior, secretário de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

Ele chama de bagunça as concessões de outras linhas do trem metropolitano.

Questionada sobre como vai tentar amenizar os efeitos da greve junto aos passageiros, a CPTM não respondeu até a publicação deste texto.

Segundo o sindicato, cerca de 2.000 pessoas trabalham nas três linhas.

Às 9h desta terça (25), a categoria programou uma manifestação em frente a B3. Às 20h está agendada uma nova assembleia para referendar a greve, segundo o sindicato.

A licitação das três linhas faz parte do lote Alto Tietê. De acordo com a gestão Tarcísio, o pregão despertou interesse de investidores nacionais e internacionais.

“A concessão tem um forte impacto social, atendendo a zona leste e regiões metropolitanas de alta demanda, onde vivem mais de 4,6 milhões de pessoas”, afirma o governo, que promete reduzir o tempo de deslocamento, além de ampliações das linhas e no número de estações.

Das atuais linhas do transporte ferroviário na região metropolitana de São Paulo, três linhas foram passadas para a iniciativa privada.

A 8-diamante e 9-esmeralda estão sob gestão da ViaMobilidade, do grupo CCR desde janeiro de 2022.

A 7-rubi será administrada a partir de novembro pelo consórcio C2 Mobilidade Sobre Trilhos, encabeçado pela Comporte —holding brasileira ligada à família Constantino, fundadora da Gol— em parceria com o gigante chinês CRRC, empresa estatal que é a maior fabricante de suprimentos ferroviários do mundo.

“A paralisação é motivada pela manutenção dos empregos dos trabalhadores das linhas 11, 12 e 13”, afirma o sindicalista.

Das três linhas que o governo pretende conceder à iniciativa privada a partir do pregão de sexta, a 11-coral é a que leva mais passageiros, com trens que ligam a estação Palmeiras-Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, à Estudantes, em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo. Em janeiro passado, foram quase 11,3 milhões de embarques em suas 17 estações.

A linha 12-safira teve pouco mais de 5,2 milhões de embarques. Com 13 estações, parte do Brás, na região central paulistana, e vai até Poá, também na região metropolitana.

A linha 13-jade tem o menor número de usuários —foram cerca de 492 mil embarques. Esse é o único serviço de transporte público direto para levar passageiros da capital paulista até o aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Atualmente há duas opções para se chegar pelo sistema ferroviário ao aeroporto de Cumbica. Uma delas é a linha 13, com saída da estação Engenheiro Goulart, na zona leste de São Paulo.

A outra alternativa é o Expresso Aeroporto, que também circula na linha 13, provisoriamente até abril, a partir da estação da Luz (centro), por causa de obras —normalmente a partida é da estação Barra Funda.

O embarque é de hora em hora. Nos dois casos, a tarifa custa R$ 5,20, a mesma de todos os trens metropolitanos.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2025/03/greve-na-cptm-pode-deixar-mais-de-550-mil-pessoas-por-dia-sem-trens-em-sp/

Leilão das linhas 11, 12 e 13 da CPTM deve ter disputa entre CCR e Comporte

O leilão do chamado Lote Alto Tietê, concessão de mobilidade urbana que reúne as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), deverá ser disputado pela CCR e pela Comporte. A concorrência deverá ser realizada nesta sexta-feira (28).

A entrega de propostas foi feita nesta terça (25), na sede da B3, no centro de São Paulo, por representantes dos dois grupos. Também foi realizado no local um protesto de sindicatos contrários à concessão, organizado pelo Comitê de Luta Contra a Privatização da CPTM (CLCP).

Segundo fontes, a francesa Transdev também vinha estudando o projeto. O grupo havia se associado ao BTG, que teria desistido recentemente de entrar na licitação, deixando o consórcio de fora da disputa. Procurado, o BTG não quis se manifestar, e a Transdev não se pronunciou até o momento.

A concessão de 25 anos prevê R$ 14,3 bilhões de investimentos.

Na disputa, vencerá o grupo que oferecer o maior desconto sobre as contraprestações que o Estado deverá pagar ao concessionário, cujo montante máximo foi calculado em até R$ 1,49 bilhão ao ano. Além disso, está previsto o pagamento de um aporte público para viabilizar as obras, com valor estimado em R$ 10 bilhões.

A CCR é apontada como favorita na disputa. Uma fonte avalia que para a Comporte a prioridade deverá ser o próximo leilão de mobilidade urbana do governo paulista, das linhas 10-Turquesa e 14-Ônix.

Há cerca de um ano, a Comporte conquistou, em consórcio com a chinesa CRRC, a concessão da Linha 7-Rubi e do Trem Intercidades Campinas, em um leilão sem concorrência. A empresa, da família Constantino, também opera o Metrô de Belo Horizonte.

Já a CCR é o maior operador privado de mobilidade urbana. Em São Paulo, a empresa tem as concessões das linhas 4, da linha 5 e das linhas 8 e 9. O grupo também é responsável pelo VLT Carioca, no Rio de Janeiro, e pelo Metrô Bahia. Após um período com postura mais conservadora em leilões, a companhia conquistou, no fim do ano passado, o contrato de concessão rodoviária da Nova Sorocabana. A companhia também passa por um processo de busca por sócios para sua divisão de mobilidade urbana para potencializar a expansão no segmento, porém, fontes afirmam que a operação deverá ficar para o próximo ano.

Novos investimentos

No lote que será licitado na sexta, as três linhas da CPTM já estão em operação, mas o novo contrato prevê diversas expansões e reformas. Uma das grandes ampliações é a da Linha 13, que hoje chega ao aeroporto de Guarulhos e irá até o bairro de Bonsucesso, em Guarulhos. Na outra ponta da linha, na Zona Leste da capital, também está prevista uma extensão com ao menos mais duas estações – a ampliação poderá incluir outras seis estações, até a Mooca, mas esta parte está fora dos investimentos obrigatórios iniciais. O projeto também prevê uma linha expressa do centro ao aeroporto.

A rota que receberá o maior volume de investimentos será a Linha 11, que ganhará uma extensão em Mogi das Cruzes. Também serão eliminados cruzamentos dos trilhos com vias rodoviárias e haverá reformas e ampliações de estações. Na Linha 12, também haverá uma expansão até Suzano e investimentos nas estações.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2025/03/leilao-das-linhas-11-12-e-13-da-cptm-deve-ter-disputa-entre-ccr-e-comporte/

Chinesa investe R$ 2,84 bi e abre em março novo terminal em Santos

A gigante chinesa de comércio agrícola Cofco inicia a operação, no final de março, do que descreve como o maior porto dentro do porto de Santos. O terminal consumiu R$ 1,64 bilhão em investimento direto e outro R$ 1,2 bilhão em investimento complementar, em logística, para a compra de 979 vagões e 23 locomotivas.

É parte de um programa estratégico chinês proposto há três décadas e iniciado oficialmente em 2007, para investimentos em agricultura pelo mundo –Agriculture Going Global, em inglês. Foi precursor da Iniciativa Cinturão, hoje mais conhecida.

Quando o porto estiver concluído integralmente, até o final deste ano, a Cofco projeta operar 14 milhões de toneladas anuais, sobretudo soja, milho e açúcar. Para 2025, deve ficar em 8 milhões de toneladas, 5,5 milhões de soja e milho, 2,5 milhões de açúcar.

Será o maior terminal de exportação da Cofco International, que atua em 36 países, e “o maior porto em movimentação dinâmica de Santos”, segundo o CEO da empresa para o Brasil, Luiz Noto. Vai “concentrar as operações de todas as cargas da companhia”.

De acordo com o vice-presidente da Cofco International, Yunchao Wang, em entrevista no ano passado, é em Santos que se concentra sua atenção, não na alternativa recém-inaugurada do megaporto chinês de Chanqay, no Peru. Mesmo com o foco no Brasil, acrescentou, as outras operações continuam tendo importância para a companhia.

Questionado sobre os riscos geopolíticos recentes no Canal do Panamá, outra rota até a China, Noto respondeu que os navios do novo terminal santista vão passar pelo Cabo da Boa Esperança, na África.

O objetivo expresso do programa estratégico chinês, desde o princípio, é segurança alimentar, ou seja, garantir fontes estáveis de produtos agrícolas no exterior, dados os limites das terras aráveis na própria China.

Empresas encabeçadas pela Cofco investiram do Laos ao Uzbequistão e à Ucrânia, tanto em logística como em produção, pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, registra Noto, a companhia vai de armazéns e indústria de esmagamento no Centro-Oeste a quatro usinas de açúcar no interior paulista.

Em Santos, a concessão do novo terminal de 98 mil metros quadrados foi obtida em licitação há três anos, para se estender por pelo menos um quarto de século. Outros investimentos projetados abrangem automatizar o transporte dentro do porto, inclusive trens, a exemplo do que acontece com os chineses e o peruano Chanqay.

Com o tempo, ele servirá a outras empresas do setor, não só à Cofco. De acordo com Noto, “o Brasil é fundamental nas operações globais da Cofco, um ‘hub’ agrícola essencial para o nosso negócio”.

Um estudo sobre segurança alimentar da Universidade Renmin, de Pequim, publicado em 2023, defendeu “encorajar” ainda mais a Cofco a participar diretamente do comércio de commodities agrícolas, inclusive mercado futuro –citando os efeitos negativos da Guerra na Ucrânia, com redução no fornecimento.

Instalada no Brasil desde fevereiro de 2014, quando comprou o controle da holandesa Nidera, a Cofco International cresceu através de aquisições e acordos com produtores locais e agora dois terços de seus 11 mil funcionários estão no país.

Até 2022, ela não aparecia na lista das mil maiores empresas brasileiras, do jornal Valor/Serasa/FGV. Em 2024, já era a 14ª.

Questionado sobre ações para subir ainda mais no ranking, Noto respondeu que “a busca por novos negócios está no DNA da companhia, sempre atenta às movimentações do mercado”, sem detalhar.

No país e pelo mundo, as maiores concorrentes da Cofco são as ‘traders’ americanas Cargill e Bunge. E a sua busca por diferenciação no mercado é ambiental, em linha com as prioridades de Pequim na última década.

Por exemplo, segundo o CEO no Brasil, o investimento anunciado agora em ativos ferroviários “possibilita o crescimento da Cofco de forma sustentável, reforçando o compromisso de investir no agronegócio brasileiro atrelado à estratégia de reduzir emissões”.

Segundo o jornal China Daily, o novo terminal deve fazer seu primeiro embarque de 1,5 milhão de toneladas de soja sustentável certificada com destino à China. A empresa diz que ainda não é possível afirmar.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2025/03/chinesa-investe-r-284-bi-e-abre-em-marco-novo-terminal-em-santos/

Canetada de Tarcísio: Fim de uma era na linha 1-Azul do metrô de SP chega voando no colo de paulistas em 2025

Tarcísio de Freitas (Republicanos) baixa a canetada em São Paulo e crava o fim de uma era na Linha 1-Azul do metrô

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou que pretende conceder a gestão da Linha 1-Azul do Metrô à iniciativa privada neste ano, cravando o fim de uma era no transporte público paulista.

Conforme apurado pelo TV FOCO, a privatização ocorrerá no mesmo leilão que definirá a responsável pela construção e operação da futura Linha 20 (Rosa), que conectará a capital paulista ao ABC Paulista.

De acordo com as informações do portal ‘O Globo’, a Linha 1, inaugurada em 1974, foi a primeira do Metrô de São Paulo e liga a Zona Norte à Zona Sul, passando por bairros como Liberdade e Sé, no Centro.

Já a Linha 20 é um projeto que visa conectar a Lapa, na Zona Oeste, a São Bernardo do Campo e Santo André, levando o Metrô ao ABC pela primeira vez.

Estratégia para privatizações de linhas do Metrô de SP

Tarcísio explicou que, no leilão, avaliarão as condições das estações da Linha 1 para possíveis melhorias, além de considerar a reforma das linhas da CPTM que estão em operação.

A privatização seguirá um modelo adotado pelo governo, onde uma linha já em operação acaba sendo concedida junto à construção de um novo ramal.

Isso permite que a empresa privada administre a linha existente, gerando receita, enquanto toca uma nova obra.

Em fevereiro de 2024, o governo realizou o leilão do Trem Intercidades (TIC) Campinas, juntamente com a concessão da Linha 7 (Rubi) da CPTM.

O consórcio vencedor foi formado pelo Grupo Comporte e pela CRRC Sifang, fabricante de trens chinesa.

Após a Linha 1, o governo paulista pretende conceder a Linha 3 (Vermelha), a mais movimentada da cidade, em conjunto com a Linha 16 (Violeta), que ainda está em fase inicial de planejamento.

Também está nos planos a privatização da Linha 2 (Verde) junto à Linha 19 (Celeste), que ligará o Centro da cidade a Guarulhos.

A meta do governador é privatizar todas as linhas do Metrô e da CPTM até o final de seu mandato, em 2026.

As duas estatais, no entanto, não acabarão extintas, mas terão um novo papel voltado ao planejamento de novos projetos de expansão e obras, em vez de administrar os serviços diariamente.

Reestruturação do transporte público em São Paulo

Atualmente, quatro linhas estão privatizadas:

  • as linhas 8 (Diamante) e 9 (Esmeralda) da CPTM;
  • além das linhas 4 (Amarela) e 5 (Lilás) do Metrô;
  • todas operadas pela CCR, através das empresas ViaQuatro e ViaMobilidade.

A CCR também se responsabilizará pela Linha 17 (Ouro), o monotrilho prometido para a Copa de 2014, mas que ainda não acabou. A Linha 7 (Rubi) será a próxima a ser privatizada, após o leilão do TIC Campinas.

A Linha 6 (Laranja), que está em construção, também será privatizada desde o início, com a obra sendo realizada pela Acciona e a operação sob responsabilidade do consórcio Linha Uni.

Outras privatizações previstas incluem as linhas 11 (Turquesa), 11 (Coral), 12 (Safira) e 13 (Jade), que podem ocorrer até o próximo ano.

A Linha 11 (Turquesa), por exemplo, pode acabar sendo concedida junto à construção da Linha 14 (Ônix), que ligará o município de Guarulhos à capital.

A principal razão para essa série de privatizações é a situação financeira das empresas públicas, que têm enfrentado dificuldades nos últimos anos.

O governo estadual considera que as empresas não têm capacidade para realizar as obras e expandir a rede de forma eficiente.

Em 2022, a CPTM registrou um prejuízo de R$ 432 milhões, enquanto o Metrô teve um déficit de R$ 1,16 bilhão.

Isso ocorre devido à dependência das tarifas como principal fonte de receita, um modelo que se mostrou insustentável após a queda no número de passageiros durante a pandemia.

Até hoje, o número de usuários não voltou aos níveis anteriores à crise sanitária.

Considerações finais

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou a privatização da gestão da Linha 1-Azul do Metrô e a construção da Linha 20 (Rosa), conectando a capital ao ABC Paulista.

A privatização visa melhorar a eficiência do transporte público, frente a dificuldades financeiras das empresas estatais, como a CPTM e o Metrô, que enfrentam prejuízos.

O governo planeja privatizar todas as linhas do Metrô e da CPTM até 2026, com o modelo de concessão de linhas existentes junto à construção de novos ramais.

Esse processo busca garantir expansão e melhorias, mas levanta questões sobre o impacto para os usuários.

Qual o preço da passagem de metrô em São Paulo?

Conforme as informações do ‘G1’, desde o dia 06 de janeiro deste ano, a tarifa do metrô em São Paulo é R$ 5,20. Se aplicando também as concessões privadas.

Porém, quem tiver carregado o Bilhete Único até o domingo (5) continuará pagando o valor antigo das tarifas por até 180 dias. A informação é da SPTrans, a empresa de transporte do município.

Após este prazo, será descontado o preço com o reajuste.

Fonte: https://www.otvfoco.com.br/fim-de-uma-era-na-linha-1-azul-do-metro-de-sp-chega-em-2025/amp/

Governo de SP publica edital de concessão das linhas 11, 12 e 13 de trens

O Governo de  São Paulo publicou no Diário Oficial desta terça-feira (3), o aviso de licitação para o processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de trens urbanos.

Essas linhas operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) representam o chamado Lote Alto Tietê do plano de concessões da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI).

O consórcio ou empresa vencedora deverá ser responsável pela operação, manutenção, conservação, implantação de obras civis e sistemas, melhorias, requalificação, adequação, modernização e expansão do sistema nestes três ramais.

O edital estará disponível para os interessados a partir de hoje, 3 de dezembro, permitindo análise das regras e demais informações sobre o processo de concessão.

O leilão teve a antecipação em relação à data divulgada anteriormente para o recebimento das propostas que será em 25 de março, na sede da B3 em São Paulo, às 10h. Já o leilão, acontece três dias depois, em 28 de março no mesmo local às 16h.

Atualmente, as três linhas somam 102 quilômetros de extensão, com 29 estações em operação. Com a concessão haverá a ampliação de 22,6 km; melhoria da rede aérea, via permanente e sinalização; e a implantação de equipamentos e sistemas. A demanda estimada em 2040, segundo os estudos, é de 1,3 milhão passageiros/dia.

Cidades como Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano, também atendidas e impactadas diretamente pela concessão, não foram atendidas com um destes encontros, restando aos interessados nestes municípios, participar das audiências em outros locais.

A estimativa de investimento no projeto das três linhas é na ordem de R$ 12,5 bilhões e o atendimento a pleitos antigos da população como, por exemplo, a construção da estação César de Souza, em Mogi das Cruzes, e a extensão da Linha 13-Jade até Bonsucesso, em Guarulhos, além da construção de dez novas estações, entre elas, Cézar de Souza em Mogi das Cruzes.

futura operadora deverá contar com uma frota total de 103 trens para atender os três ramais, número superior inclusive ao atual empregado neste trecho, e até o momento conforme os documentos do processo, sem a necessidade inicial da compra de mais trens.

Após este a concessão, restará apenas a Linha 10-Turquesa na administração da CPTM, onde a companhia segundo a gestão de Tarcísio de Freitas, deverá passar a ter um papel de agência reguladora das concessões do transporte ferroviário.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2024/12/governo-de-sp-publica-edital-de-concessao-das-linhas-11-12-e-13-de-trens/

Primeiro trem do Metrô que chegará ao Aeroporto de Congonhas é liberado e segue para montagem em São Paulo

Começa a ser realizado amanhã o transporte do primeiro trem do monotrilho da Linha 17-Ouro, que chegará ao Aeroporto de Congonhas, para a cidade de São Paulo. A composição veio da China e chegou ao Brasil no Porto de Santos, de onde então seguirá viagem para a capital paulista após passar pelo processo de liberação aduaneira

Trem para Congonhas quase pronto para operar

O transporte será feito em oito carretas, cada uma medindo 30 metros de comprimento, cinco metros de altura e três de largura, segundo informações do jornal Diário do Transporte.

O deslocamento vai acontecer durante a noite e madrugada de sábado para domingo, horário escolhido para reduzir o impacto no trânsito.

São estimados cerca de 30 dias para que a montagem do trem seja feita. Depois disso, ele passará por testes até obter o certificado de segurança e enfim ser liberado para operação.

A segunda unidade chegará ao Brasil ainda este ano e as demais serão entregues ao longo de 2025, segundo o cronograma estabelecido.

O Metrô retomou a construção da Linha 17-Ouro em setembro do ano passado e vem avançando nas obras desde então.

A meta é concluir a obra bruta até o final de 2025, permitindo o avanço da instalação de sistemas para a abertura da linha em 2026, que vai ligar o Aeroporto de Congonhas à rede de transporte sobre trilhos e beneficiar 100 mil pessoas diariamente.

Como são os trens do metrô que irão para Congonhas

Cada composição do monotrilho é formada por cinco carros, sendo que os de extremidade tem 21 assentos cada e os carros intermediários contam com 24 assentos cada. A capacidade total é para 616 passageiros, incluindo assentos prioritários e áreas para pessoas com deficiência.

O trem tem passagem livre entre os carros, sistema de ar-condicionado, iluminação LED, câmeras de vigilância, sistema de detecção e combate a incêndio, sistema de comunicação audiovisual aos passageiros com mapa de linha dinâmico e intercomunicador para contato ao Centro de Controle Operacional (CCO).

Cada carro tem quatro portas (duas em cada lado) medindo 1,6 metros de largura que respeitam as normas e critérios de acessibilidade.

As laterais estão equipadas com janelas panorâmicas, permitindo visualizar o trajeto, além de janelas tipo basculantes, que podem ser abertas caso necessário, garantindo ventilação de emergência para os passageiros.

Fonte: https://www.melhoresdestinos.com.br/primeiro-trem-aeroporto-congonhas-transporte-sp.html

Linha 22-Marrom terá 19 estações em SP, Osasco e Cotia

Gazeta de SP – A futura Linha 22-Marrom do Metrô tem previsão de ter 19 estações e vai passar pela Capital e mais dois municípios da região oeste da Grande São Paulo: Cotia e Osasco.

O projeto está em fase de elaboração do Anteprojeto de Engenharia, segundo o Metrô informou à reportagem da Gazeta nesta semana.

Da estação Sumaré à Cotia

Segundo estudos do Governo de São Paulo, o trajeto se iniciará na estação Sumaré, na zona oeste da capital paulista, e terminará em Cotia. Nesse percurso passará ainda por Osasco, uma das cidades mais populosas da região metropolitana.

O percurso terá 29 quilômetros, caso se concretize. As estações que serviriam Osasco seriam Victor Civita e Santa Maria. Já outras sete estariam em Cotia e 10 na Capital.

Veja as estações da Linha 22-Marrom
Na Capital, haverá 10 estações: Sumaré, Teodoro Sampaio, Faria Lima, Hebraica-Rebouças, Vital Brasil, Universidade de São Paulo, Rio Pequeno, Jardim Esmeralda, Monte Belo e Jardim Boa Vista.

Já em Osasco são duas: Victor Civita e Santa Maria.

Por sua vez, Cotia contaria com 7 estações da Linha 22-Marrom: Granja Viana, Mesopotâmia, Estrada do Embu, Parque Alexandre, Sabiá, Santo Antônio e Cotia.

Antes prevista para ter seu terminal em Pinheiros, a ideia passou a ser que a linha termine na estação Sumaré, permitindo conexão direta com a Linha 2-Verde.

Todos os projetos do Metrô

O Metrô e as concessionárias que atuam no transporte sobre trilho têm atualmente 26 projetos em andamento na Capital e na Grande São Paulo – entre estudos, análises e obras em si. As informações foram passadas à Gazeta por diferentes Pastas do governo paulista.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2024/08/linha-22-marrom-tera-19-estacoes-em-sp-osasco-e-cotia/

Onde fazer passeios de trem no Brasil? Veja dicas de Pernambuco a São Paulo

CNN Brasil – O Brasil é um país com vasta variedade de paisagens: desde montanhas e cerrados até cenários litorâneos. Uma das formas para aproveitar essas vistas, inclusive, é com passeios de trens. As viagens passam por diversos pontos turísticos, sendo que os pacotes costumam incluir uma parada para almoço.

Há opções de passeios em diferentes partes do país — do Sul ao Nordeste — e até em épocas específicas do ano, como as festas juninas. Esse é o caso do Trem do Forró, que acontece em junho, e leva os visitantes de Recife, em Pernambuco, até Cabo de Santo Agostinho.

Além dele, há viagens em São PauloParanáRio Grande do Sul, onde passageiros podem visitar uma vinícola na fronteira com o Uruguai, e Minas Gerais.

Veja, abaixo, dicas de passeios de trem pelo Brasil

  • Trem Republicano — São Paulo

A agência de viagem Serra Verde Express lança o Trem Republicano, um passeio entre as cidades de Itu e Salto, no interior de São Paulo. Almoço no restaurante Stazione Salto, às 12h30, também está incluso no pacote.

Saindo de ônibus pelo terminal da Barra Funda, na capital paulista, a primeira parada é no Museu Republicano, onde visitantes conhecem a história da Proclamação da República. Depois, viajam até o Centro Histórico de Itu, o Parque Rocha Moutonnée, onde visitam formações rochosas e conseguem observar réplicas de dinossauros. Também há almoço no restaurante Stazione Salto, às 12h30.

Com guia turístico, almoço e tour pelos municípios, o pacote custa R$ 329 para adultos, mas há preços especiais para crianças. Pode ser adquirido aqui.

  • Trem do Pampa — Rio Grande do Sul

Ideal para amantes de vinho, o passeio do Trem do Pampa, operado pela Giordani Turismo, passa pelas paisagens do Cerro Palomas, as típicas planícies gaúchas, e oferece degustação das bebidas da região.

Com aproximadamente três horas de passeio, os passageiros podem sair de Sant’Anna do Livramento e chegar até a Vinícola Almadén, que faz fronteira com Rivera, no Uruguai — ou vice-versa.

A visita à vinícola dura, aproximadamente, uma hora. Lá, passageiros degustam vinhos, acompanham uma apresentação com guia sobre a história do local, visitam o museu do vinhedo e ainda conseguem ver como ocorre a produção das bebidas e conhecer a estrutura local.

O pacote comum custa R$ 135 por pessoa e pode ser adquirido aqui.

  • Trem da Serra do Mar Paranaense — Paraná

Quer desfrutar de belas paisagens? O Trem da Serra do Mar Paranaense é ideal para isso. Com capacidade para até 1.200 pessoas, o passeio percorre 70 quilômetros entre Curitiba e Morretes, no Paraná. Por quatro horas, os passageiros podem avistar cânions, cachoeiras e pontes centenárias.

Com a parada final na cidade litorânea de Morretes, o município fundado por jesuítas em 1733 preserva a história das construções do desenvolvimento do estado. Lá, os visitantes passeiam pela praça, conhecem o artesanato local e provam um prato típico da região: o Barreado — feito com carne bovina cozida em panela de barro, temperada com especiarias e servida com farinha de mandioca e banana.

Passageiros podem escolher entre três categorias de vagões: turística, boutique e litorina de luxo. As duas últimas opções tem compartimentos com decoração temática, sendo que há varanda e ambientação de época em alguns deles. Na classe boutique, visitantes desfrutam de serviço de bordo com bebidas e lanche.

Ainda há carro pet friendly e adaptado para pessoas com deficiência. Os preços variam entre R$ 179 e R$ 405 por pessoa e podem ser adquiridos aqui.

  • Ilha do Mel — Paraná

Para quem quer desfrutar do litoral, o combo de passeio de trem pela Ilha do Mel e Morretes, no Paraná, é uma escolha excelente. No pacote, também está incluso um almoço com opções de peixe, frutos-do-mar, petiscos e mais.

Em meio à Mata Atlântica, a experiência começa na travessia da Baía de Paranaguá e vai até a Ilha do Mel, onde o visitante conhece a Praia do Miguel e visita a Gruta de Encantadas. O passageiro pode observar a biologia marinha local, que tem botos, golfinhos e, dependendo da época do ano, até baleias.

Na viagem de volta à Curitiba, durante o passeio pelos trilhos, os passageiros conhecem a história da Ferrovia Paranaguá-Curitiba, que abriga montanhas, vales, rios, cascatas, penhascos e desfiladeiros.

O valor dos pacotes parte de R$ 605 por pessoa. Os tickets podem ser comprados aqui.

  • Trem das águas — Minas Gerais

Trem das Águas passa pela cidade de São Lourenço, em Minas Gerais. Com a tradicional maria-fumaça, funciona todos os finais de semana e feriado, parte da estação homônima e segue até Soledade de Minas.

Com duração de duas horas em 20 km de passeio, passa pela antiga Estrada de Ferro Minas & Rio, construída em 1884. Os ingressos custam a partir de R$ 99 e podem ser adquiridos aqui.

  • Trem do forró

Para quem busca agito, o Trem do Forró oferece uma festa sob os trilhos, anualmente, durante o período de festa junina — em 2024, o passeio aconteceu entre os dias 8 e 29 de junho.

O trem faz o percurso de Recife, capital de Pernambuco, até a cidade de Cabo de Santo Agostinho. Em todo vagão, há trio de forró, serviço de bar, comidas típicas e quadrilha durante cinco horas e acomodação de até mil passageiros.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2024/08/onde-fazer-passeios-de-trem-no-brasil-veja-dicas-de-pernambuco-a-sao-paulo/

BNDES prepara projeto de US$ 3 bilhões em hidrogênio verde para 2025; veja os detalhes

Estadão – Com investimentos estimados entre US$ 2 bilhões (R$ 11 bilhões) e US$ 3 bilhões (R$ 16 bilhões) apenas na primeira fase, o maior projeto de produção de hidrogênio verde no Brasil tem o lançamento previsto para o ano que vem. A informação é da diretora de Infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa, que revela ainda, em entrevista ao Estadão/Broadcast, que o empreendimento pode chegar a US$ 7 bilhões (R$ 38,5 bilhões) nas fases posteriores de desenvolvimento.

A expectativa é de que a decisão final do investimento, a ser apoiado pelo banco de fomento, seja tomada até meados de 2025. O projeto vem sendo trabalhado pelo BNDES desde o ano passado. “Esperamos que, em 2025, o Brasil anuncie seu primeiro grande projeto de hidrogênio verde”, diz a diretora do BNDES.

A produção de hidrogênio com fontes de energia renováveis, que o faz ser classificado como “verde”, custa mais do que o dobro do produto gerado a partir de combustíveis fósseis, o hidrogênio cinza. Demanda assim o apoio do banco público para o investimento ser viável. “Talvez, perca dinheiro por um tempo até se tornar economicamente viável. Mas como toda tecnologia, ela é cara quando está sendo introduzida, e depois o preço cai”, comenta Luciana.

A vantagem do Brasil é que, além de ter já mais de 80% da energia elétrica gerada por fontes limpas, o preço da energia renovável do País é de aproximadamente metade da média de grandes economias, tendo como referência o custo nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A energia renovável corresponde a 70% do custo do hidrogênio verde, apontado como um dos mais promissores substitutos dos combustíveis fósseis.

“Somos muito competitivos em energia. Por isso que digo: o mundo está fazendo a transição energética e o Brasil está bem posicionado no setor de energia”, afirma a diretora.

O BNDES também pretende destravar investimentos em biometano – isto é, o gás combustível produzido a partir da decomposição de materiais orgânicos como o bagaço da cana-de-açúcar e restos de alimentos. O banco avalia que o Brasil pode ser o quinto maior produtor mundial de biometano.

Na entrevista, a diretora do BNDES antecipa que o banco de fomento mais do que dobrou as aprovações de financiamento em infraestrutura. O balanço com os resultados do BNDES no segundo trimestre será divulgado amanhã, 13 de agosto.

Um dos destaques recentes foi a aprovação do apoio financeiro de R$ 10,75 bilhões a obras, que somam R$ 15 bilhões, na via Dutra e na Rio-Santos, rodovias operadas pela CCR. Na esteira desse projeto, Luciana Costa conta que o BNDES aprovou na quinta-feira, 8, uma operação de R$ 1,3 bilhão para investimentos em rodovia no modelo de project finance non-recourse, estrutura também usada no contrato com a CCR. Nesse modelo de financiamento, o projeto entra como a garantia da dívida, sem a cobrança de aval ou fiança dos investidores.

Lembrando da promessa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de entrega da Transnordestina até 2027, a diretora do BNDES pontuou também que um ciclo de investimentos em ferrovias está no horizonte da instituição.

Crédito ao Aeroporto de Porto Alegre

O BNDES está afinando “os últimos detalhes” para a concessão de uma nova linha de crédito em socorro à Fraport, concessionária que opera o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). O banco está ainda em vias de aprovar uma operação financeira de apoio ao setor de saneamento no Rio Grande do Sul, em meio aos esforços de reconstrução da infraestrutura do Estado, após a tragédia climática.

“A logística e a infraestrutura precisam ser restabelecidas para a economia voltar. Então, o BNDES foi muito rápido na aprovação das linhas para a reconstrução da parte de infraestrutura do Rio Grande do Sul. O aeroporto está muito perto (da recuperação) e já há uma linha disponível para a Fraport também, só acertando os últimos detalhes”, contou Luciana Costa.

Na semana passada, o ministro da Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciaram a autorização para o aeroporto retomar a venda de passagens aéreas à população. Segundo o governo, o aeroporto será parcialmente reaberto em 21 de outubro, e a concessionária previa operar com plena capacidade a partir de 16 de dezembro.

“Então, a infraestrutura está bem coberta do ponto de vista de aprovação (de linhas). E acompanhamos o restabelecimento dos serviços e a reconstrução da infraestrutura”, afirmou Costa.

Em julho, a Fraport divulgou que o valor das obras de recuperação da estrutura do aeroporto internacional de Porto Alegre, incluindo a pista de pousos e decolagens, está estimado em R$ 700 milhões. O BNDES já tinha anunciado em junho a suspensão por 12 meses dos pagamentos de empréstimos para o aeroporto de Porto Alegre.

“Em 2018, o BNDES aprovou financiamento de R$ 1,25 bilhão à Fraport Brasil para ampliação, modernização e manutenção da infraestrutura do Aeroporto Salgado Filho. Com prazo de 20 anos na modalidade Project Finance, o apoio correspondeu a mais de 60% do total dos R$ 1,6 bilhão investido”, lembrou o banco de fomento.

Na semana passada, o BNDES comunicou já ter mobilizado R$ 8,5 bilhões para empresas gaúchas afetadas pela tragédia climática. Mais de 33,3 mil contratos tiveram pagamentos suspensos por 12 meses, totalizando cerca de R$ 1,6 bilhão, sendo 59 operações diretas com grandes empresas, que somam R$ 398,8 milhões.

Houve aprovação também de um financiamento de R$ 1,394 bilhão à RGE Sul Distribuidora de Energia S.A. (RGE Sul) “para adaptação às mudanças climáticas e mitigação dos seus efeitos decorrentes dos eventos climáticos extremos que afetaram o Rio Grande do Sul em maio”.

A distribuidora é responsável por cerca de 65% da energia elétrica consumida no Estado, atendendo a 7,1 milhões de pessoas em 3,1 milhões de unidades consumidoras. A operação incluiu uma cláusula específica para preservação de empregos, e a população gaúcha também seria beneficiada com a suspensão da correção tarifária que seria adotada neste ano.

O banco aprovou ainda R$ 100 milhões em crédito emergencial à concessionária Caminhos da Serra Gaúcha S/A, que opera 271,54 km de rodovias em 18 municípios gaúchos, e outros R$ 125 milhões para a Concessionária das Rodovias Integradas do Sul S.A. (Viasul), que também teve sua malha de 473,4 km afetada pelos eventos climáticos.

“Já aceleramos muita coisa de reconstrução de infraestrutura. Já aprovamos duas operações de rodovias, já aprovamos para energia, estamos em vias de aprovar saneamento, porque a logística precisa ser restabelecida”, enumerou Luciana Costa.

Risco climático

Luciana Costa lembrou ao Estadão/Broadcast que o BNDES já tem linhas de financiamento para adaptação e resiliência às mudanças climáticas, no âmbito do Fundo Clima, mas também está começando a testar modelos de riscos climáticos para serem incorporados aos processos de aprovação de financiamentos do banco de fomento. A executiva diz que o trabalho tem o apoio do cientista Carlos Nobre, que integra o Conselho de Administração do banco de fomento, e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Imagina que esses investimentos que aprovamos, às vezes, são de 30 anos. Em 30 anos, vai mudar a tecnologia, pode ter uma catástrofe onde está o aeroporto. Estamos incorporando modelos de riscos climáticos nos nossos processos de aprovação”, afirmou a diretora do BNDES, acrescentando que o aquecimento global já aconteceu, portanto, é preciso adaptar a infraestrutura do País a suas consequências.

“E num país que tem de construir tanta infraestrutura, precisa ter o risco climático incorporado”, defendeu. “Já analisamos o impacto ambiental do projeto, o impacto social e agora vamos começar com impacto de risco climático. Porque todo projeto tem um rating, tem uma nota de risco. Vamos ter de incluir uma nota de risco climático, fazendo eventualmente sugestão como ‘olha, para essa rodovia ser mais resiliente, precisa acontecer isso e aquilo’”, completou.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2024/08/bndes-prepara-projeto-de-us-3-bilhoes-em-hidrogenio-verde-para-2025-veja-os-detalhes/