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Decisão do STF mantem nulas eleições do CREA e nova data será marcada.

É do conhecimento de todos a grande disputa por “cargos honoríficos” do sistema CONFEA/CREA/MÚTUA, mas não a motivação que leva esta disputa se tornar uma guerra sem fim. Alguns especulam o controle de tanta verba envolvida, os que estão dentro do sistema insistem em dizer que é pelo “amor a classe” e para o “bem da sociedade”. 

O problema começa quando fica claroque existe sim algo errado e mais claro ainda que estamos próximos de descobrir o motivo que leva o sistema e seus envolvidos a gastarem mais com processos judiciais do que com o próprio pleito eleitoral.

A autarquia em São Paulo parece ter chegado a um desfecho nada atraente para os profissionais de forma geral, pois diante de tantos escândalos eleitorais, em decisão tomada pelo STF, Superior Tribunal Federal, as eleições por lá não tem qualquer valor, ou seja, continuam anuladas. 

Pensando bem, se fizermos as contas, nos daremos conta de que foi o dinheiro dos profissionais de engenharia, ou melhor, muito dinheiro dos profissionais de engenharia que foram “investidos” para que o sistema continuasse articulado e no final das contas, mais dinheiro ainda vai ser gasto para a realização de novas eleições. Mas será que desta vez farão pela internet como já sugerimos muitas vezes, ou teremos mais gasto com eleições de papel?

Fato é que a justiça está sendo feita e isto realmente deveria acontecer, mas fica o pensamento de que se o sistema já esperava esta anulação, qual foi a motivação que os levou a insistir e pior, homologar o canditado Vinicius Marchese como se a lei e a manifestação de profissionais em todo Brasil não existissem. Sim, isto foi feito propositalmente mediante acordos que já veio às claras.

Precisamos agora da intervenção do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e de quem mais puder ajudar a realizar uma auditoria nas contas do sistema CONFEA/CREA para sabermos a real motivação de tanta batalha por estes cargos, a princípio, honoríficos.

Fato é que estes acontecimentos são uma vergonha explícita aos profissionais de engenharia, agronomia e geociências, que confiam cada vez menos em seu Conselho Profissional.

O Engenharias.Org entrou em contato com a assessoria de imprensa do CREA-SP e, como sempre, não houve qualquer resposta ou manifestação por parte do mesmo.

Fonte: https://www.engenharias.org/blog/decis-o-do-stf-mantem-nulas-elei-es-do-crea-e-nova-data-ser-marcada?utm_source=STF&utm_medium=STF&utm_campaign=STF&utm_content=STF

CPTM abre licitação para implantar trilhos e rede área na futura estação João Dias da linha 9.

A CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos abriu nesta terça-feira, 04 de novembro de 2020, licitação para escolher uma empresa ou consórcio que vai colocar os trilhos e equipamentos (via permanente) e a rede aérea de alimentação das composições na futura estação João Dias da linha 9-Esmeralda.

As obras são de responsabilidade da iniciativa privada em parceria com a estatal.

A Brookfield Properties deve investir R$ 60 milhões na estação que fica em frente de um dos maiores empreendimentos imobiliários da empresa.

Neste caso da rede aérea e trilhos, que são equipamentos operacionais conectados fisicamente à infraestrutura já existente da linha, a responsabilidade é da estatal.

A sessão de entrega das propostas foi marcada para o dia 27 de novembro e a CPTM promete divulgar o edital na íntegra ainda nesta quarta-feira (04).

Pelo local, devem passar diariamente cerca de 10,7 mil pessoas.

A estação ficará localizada perto do número 17.001 da Av. das Nações Unidas e entre as estações Granja Julieta e Santo Amaro, e a previsão de entrega é para 2022.

Como mostrou o Diário do Transporte, a primeira fase da obra foi iniciada em 01º de junho de 2020.

É a primeira estação da CPTM construída pela iniciativa privada.

Pelo projeto executivo, a estação terá uma entrada dentro do empreendimento da Brookfield Properties (onde possui duas torres corporativas) e uma entrada principal na pista local da Marginal Pinheiros. A nova estação contará com edifício principal, passarela de acesso à plataforma central e terá escadas rolantes, fixas e elevadores, garantindo acessibilidade a todos.

O procedimento foi necessário diante da oferta para a CPTM de doação da Brookfield Properties, investidora e gestora global de ativos imobiliários da Brookfield. A empresa ofereceu os direitos sobre propriedade de unidade autônoma em condomínio do empreendimento imobiliário, com torres residenciais, que possui ao lado da área correspondente à futura estação.

A Brookfield faz a doação com propósito específico de implantar a estação João Dias, o que a execução das obras e o projeto “contemplando o edifício de acesso, a plataforma de embarque e desembarque e a passarela de acesso, sobre a Avenida das Nações Unidas, que interligará a estação à plataforma de embarque, além da infraestrutura ferroviária da Linha 9 – Esmeralda, que inclui realocação temporária da rede aérea e sinalização ferroviária”.

Fonte: http://www.revistaferroviaria.com.br/detalhe-noticias.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=33254&utm_campaign=newsletter_29-10-2020_-_30_03_e_04_2x_-_le&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Vagões da antiga EFS viajam em carretas para restauração em Sorocaba.

Quatro vagões de passageiros da antiga Estrada de Ferro Sorocabana (EFS) devem chegar a Sorocaba nesta quinta-feira (5) depois de uma viagem de mais de mil quilômetros por rodovias. Os exemplares de um passado glorioso do transporte ferroviário paulista foram colocados sobre carretas em Cariacica, no Espírito Santo, e terão como destino as oficinas ferroviárias de Sorocaba, onde serão restaurados. Após a restauração, os vagões serão destinados a projetos de trens turísticos.Os vagões faziam parte dos trens de passageiros da EFS e foram desativados em 1999. De acordo com Paulo Sérgio Vieira Filho, da Associação Sorocabana – Movimento de Preservação Ferroviária, as unidades foram adquiridas em 1964 para compor trens de passageiros de longo percurso na linha-tronco da ferrovia, que seguia de São Paulo a Presidente Epitácio, no extremo oeste paulista. Os vagões incorporavam as mais avançadas tecnologias da época, valorizando o conforto térmico e acústico dos passageiros.Três anos depois da desativação, a empresa Vale os adquiriu em um leilão. Longe de serem aposentados, os vagões passaram a correr nos trilhos da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM) que liga Belo Horizonte à capital capixaba. Eles rodaram até 2015, quando a frota da companhia foi renovada. As negociações para a doação desse acervo à Associação Sorocabana, entidade criada para a preservação do patrimônio ferroviário, começou em 2017 e se estendeu até este ano.O transporte mobilizou equipes da Vale e da Sorocabana. Devido às dimensões, os vagões foram transportados como carga especial.Inaugurada em 1875, com trecho inicial entre a capital e Sorocaba, a EFS foi uma das principais rodovias paulistas. Em seu auge, em 1914, a Sorocabana tinha 1.864 km de trilhos, 259 locomotivas e 2.970 vagões, sendo 244 de passageiros.

Fonte: http://www.revistaferroviaria.com.br/detalhe-noticias.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=33252&utm_campaign=newsletter_29-10-2020_-_30_03_e_04_2x_-_le&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Nota de Esclarecimento CER-SP.

A CER-SP (Comissão Eleitoral Regional) informa que nesta segunda, 5 de outubro, enviou o Mapa Geral de apuração e a ata final da eleição, em obediência ao prazo estabelecido no calendário eleitoral determinado pelo CONFEA (PL 1273/2020). As informações foram encaminhadas à CEF (Comissão Eleitoral Federal), a qual consolidará os dados e informações, encaminhando ao Plenário do Confea a proposta de homologação do resultado da eleição, em conformidade com o artigo 78 da Resolução Eleitoral n. 1.114. Após decisão do Plenário do Confea, a CER divulgará o resultado oficial das eleições do sistema Confea/Crea/Mútua. 

Incêndio atinge plataforma de estação e danifica locomotiva em Campinas.

Um incêndio na noite desta quarta-feira (30) explodiu dois veículos, atingiu a plataforma da estação ferroviária Carlos Gomes e danificou uma locomotiva histórica em Campinas.

O fogo, na estação que abriga a oficina de restauro de trens da ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária), teve início num pasto próximo ao local, que derrubou um coqueiro. Ele, em chamas, atingiu uma retroescavadeira usada pela associação, que acredita que a partir disso o fogo se alastrou e atingiu a plataforma.

O teto metálico da construção, cuja estrutura de sustentação é de madeira, caiu e o fogo atingiu portas e janelas dela, além de dois automóveis de funcionários da ABPF, que explodiram, e parte da pintura da histórica maria-fumaça número 9.

Não havia ninguém na oficina da associação quando o fogo começou, segundo o diretor administrativo da ABPF Campinas, Helio Gazetta Filho. Não houve feridos.

“Quando a turma soube, voltou correndo, mas o fogo já tinha atingido de uma forma chocante, difícil de conter. É um momento difícil, desanimador, mas já sofremos um incêndio muito grande e a gente venceu. Agora, a gente vai vencer de novo”, afirmou.

Em setembro de 1985, a associação, criada oito anos antes, sofreu o que é, até aqui, o maior baque nas suas mais de quatro décadas de existência, quando um incêndio criminoso destruiu dez vagões usados no transporte de turistas entre Campinas e Jaguariúna. Eles estavam estacionados na mesma estação.

De acordo com Gazetta Filho, o fogo não atingiu a oficina da associação e o Corpo de Bombeiros, acionado, conseguiu conter o fogo antes das 22h.

A associação passa por dificuldades financeiras após retomar as atividades depois de cinco meses de paralisação devido à pandemia do novo coronavírus.

Os passeios turísticos em Campinas estão sendo realizados aos finais de semana, mas não têm chegado a Jaguariúna, já que a prefeitura da cidade vizinha ainda não liberou o retorno de atividades turísticas. Com isso, seguem apenas até a estação Tanquinho, ainda em Campinas, e com composições menores.

Para tentar fazer caixa, a ABPF lançou campanhas de venda antecipada de ingressos, souvenirs, está com programa de associação aberto e fez promoção com ingressos para crianças por R$ 35 em outubro.

Além disso, também venceu uma licitação em Ribeirão Preto para restaurar uma locomotiva, “irmã” justamente da 9, que sofreu danos na pintura no incêndio desta quarta-feira. “A gente vai arrumar tudo, vamos repintar a 9. Vamos conseguir.”

A locomotiva 9 foi fabricada ela alemã Borsig em 1912 e pertenceu à Estrada de Ferro Araraquara. Depois, foi comprada pela Usina Amália e chegou a ficar exposta em praça pública. Voltou aos trilhos há cerca de 20 anos.

Fonte: http://www.revistaferroviaria.com.br/detalhe-noticias.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=33061&utm_campaign=newsletter_01-10-2020_-_30_e_0110_2x_-_le&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Amantes de trens elétricos realizam 2º Encontro Virtual de Ferreomodelismo.

Um grupo de apaixonados por trens realizará, entre 10 e 12 de outubro, o 2º Encontro Virtual de Ferreomodelimo. O evento é organizado pelo grupo Encontro Virtual de Ferreomodelismo, liderado por Luciano Coimbra, de Santa Maria (RS); Renato Albano Petersen Filho, de Porto Alegre (RS); Luiz Augusto Pelisson, de Curitiba (PR); Nacho Rebollo, Alexandre Manzini, Jonas Galdêncio e Eric Paul, todos de São Paulo. A estimativa deles é que cerca de 10 mil apreciadores deste hobby participem desta edição, que distribuirá 50 prêmios em sete categorias de concursos, incluindo vídeos e fotos.

As categorias são as seguintes: operação de maquete (vídeo de até 3 minutos com alguma manobra de trem elétrico), tutoriais (vídeo no qual o participante mostra alguma técnica de ferreomodelismo, seja para fazer uma árvore, montanha, pintura, implementação eletrônica, entre outros itens), diorama pré-feito (foto de um pedaço de uma maquete já existente, com um cenário mais detalhado), diorama inédito (foto da confecção do diorama), customização (customizar uma locomotiva ou um vagão), foto de cenário de maquete e foto de trem real.

“Após o sucesso da primeira edição, realizada em abril deste ano, resolvemos organizar um segundo encontro, até como homenagem ao Dia das Crianças e da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Será possível conhecer maquetes maravilhosas que são fixas nas casas dos ferreomodelistas e com tamanhos que tornam inviáveis serem transportadas para eventos físicos. Esse encontro aproxima ferreomodelistas até de outros países, a custo zero, pois eles podem mostrar suas maquetes e projetos de ampliação melhor até do que presencialmente. É a tecnologia encurtando distâncias e proporcionando uma interação sem precedentes no hobby. A maioria absoluta contou que começou a se interessar pelo hobby com uma caixa básica da Frateschi”, explica Renato Albano Petersen Filho, um dos organizadores do evento. A Frateschi é uma das apoiadoras do 2º Encontro Virtual de Ferreomodelimo e única fabricante da América Latina de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais. Ela está situada em Ribeirão Preto, no interior paulista.

A primeira edição do evento teve a participação de pessoas de vários estados, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e Ceará. Houve a participação até de pessoas de outros países, como Itália, Portugal, Peru, Argentina e Uruguai. O 2º Encontro Virtual de Ferreomodelimo terá como patrono o ferreomodelista Paulo Moretti, de Piracicaba, falecido em abril de 2018.

Quem quiser acompanhar o evento, basta acessar o link https://www.facebook.com/groups/592291658340910/?ref=share. Nele já constam entrevistas de ferreomolistas do Brasil, como José Balan, de Curitiba; e Jayme de Souza Filho, de São Paulo; e também do exterior, como o dinamarquês Pelle Søeborg, editor da Model Railroader; Thorsten  Ströven, conceituado modelista alemão e Leszek Lewinski, modelista e produtor de vídeos polonês.

Origem do hobby

O ferreomodelismo é um dos hobbies mais antigos do mundo, e sua origem remonta ao período em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente. As primeiras miniaturas de trens foram fabricadas por volta de 1830, por artesãos alemães. De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de acontecer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se intensificou.

De norte a sul do Brasil, muitas pessoas têm se interessado pelos trens elétricos em miniatura, seja por pura diversão, hobby ou mesmo para preservar a memória ferroviária do país. “As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, sendo que muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, diz Lucas Frateschi, diretor da Indústrias Reunidas Frateschi, única fabricante da América Latina de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais. Situada em Ribeirão Preto, no interior paulista, tem a missão de divulgar e preservar a memória ferroviária do Brasil por meio da prática do ferreomodelismo. Há mais de 50 anos neste mercado, a empresa tem a convicção de que importantes relações humanas, como a interação entre pai e filho, avô e neto e amigos, são fortalecidas em momentos descontraídos durante a prática deste hobby.

Fonte: http://www.revistaferroviaria.com.br/detalhe-noticias.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=33054&utm_campaign=newsletter_01-10-2020_-_30_e_0110_2x_-_le&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Seminário discute o potencial de crescimento do setor ferroviário.

O IV Seminário Infraestrutura de Transporte Ferroviário, que aconteceu ontem (quinta, dia 03) dentro da programação da 26ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, reuniu autoridades e especialistas para discutir o potencial de crescimento do setor ferroviário. O seminário foi organizado pela a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e mediado pelo presidente da Abifer, Vicente Abate.

Camila Rodrigues, gerente jurídica da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) destacou o aumento na movimentação ferroviária de carga no país nos últimos 20 anos. O transporte de produtos por trilhos aumentou 107% nesse período.

Atualmente, o minério de ferro equivale a 70% do que é transportado atualmente por ferrovia. Em relação à soja, apenas 34% de toda a produção é escoada por ferrovia, o que, segundo Camila, demonstra a necessidade de expansão da participação da ferrovia no agronegócio.

”O agronegócio tem alcançado produções sensacionais e em 2020 já bateu recordes. Apesar de todos os avanços trazidos pelas concessões, precisamos investir mais em ferrovia. No Brasil, só 15% da carga é movimentada pela ferrovia, enquanto 65% são transportados por rodovias”, esclareceu. Segundo ela, a meta é que a participação ferroviária na matriz de transporte passe para 31%.

A representante da ANTF falou também sobre as renovações dos contratos de concessão das ferrovias. ”Tínhamos investimentos crescentes até 2015, quando a curva começou a decrescer em virtude da aproximação do fim do prazo dos contratos. Isso reforça a necessidade de se prorrogar o contrato vigente a fim de que os investimentos sejam antecipados e se mantenha a participação ferroviária”.

O diretor da Divisão de Logística Fiesp e do Deinfra/Fiesp, Adalberto Febeliano, reforçou o tema e chamou atenção para o fato de as outorgas das renovações estarem direcionadas para a implementação de outras ferrovias. E ainda afirmou que nos últimos 20 anos, o setor recebeu R$ 110 bilhões.

Exemplo europeu

Gustavo Gardini, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Deutsche Bahn ECO América Latina, apresentou o modelo de multimodais alemão como exemplo de sucesso e afirmou que o Brasil faz agora o caminho já traçado pelo país europeu. ”A infraestrutura depende das pessoas que têm o poder de transformação na política. É uma grande felicidade e sorte temos o ministro Tarcísio (Gomes de Freitas, da Infraestrutura), que é um grande líder e está fazendo uma grande transformação, que há muitas décadas não se viu no país”, elogiou.

Gardini trouxe detalhes do Plano Diretor de Infraestrutura de Transporte alemão, estruturado em uma abordagem multimodal e integrada. O diretor explica que há um grande foco em otimizar a infraestrutura já existente.

O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Fábio Lavour Teixeira, disse que os acessos ferroviários impactam no planejamento portuário e ressaltou também a importância das renovações antecipadas dos contratos de concessão. ”Havíamos visto, nos últimos anos, um decréscimo de investimentos. Quando antecipamos a prorrogação dos contratos (dos portos), geramos mais investimentos. Isso deverá ser replicado no setor ferroviário”.

Planejamento integrado

Para Teixeira, o planejamento ferroviário é feito juntamente com o planejamento portuário. ”Entendemos que, ao fortalecermos o setor ferroviário, na prática estamos fortalecendo toda a logística e a economia brasileira”, disse. Ele explicou que o porto não é um fim em si mesmo, mas que atende as cadeias que o utilizam e o planejamento se dá a partir desta premissa.

O secretário falou ainda da intenção do governo de trabalhar com uma carga mais ”conteinerizada”, duplicando a quantidade de toneladas escoadas atualmente por este formato. ”O que buscamos não é só retirar, mas aumentar o total escoado e o que buscamos é que este aumento se dê pela carga ferroviária.”

Fonte: http://www.revistaferroviaria.com.br/materia-revista.asp?InCdEditoria=1&InCdMateria=32911&utm_campaign=newsletter_08-09-2020_-_04_e_0809_2x_-_le&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Licenciamento ambiental no Brasil é entendido como um entrave à atividade econômica?

O licenciamento ambiental é um instrumento de prevenção e fiscalização, instituído pela Política Nacional do Meio Ambiente (Lei Federal nº 6.938/1981), que consiste em um procedimento administrativo pelo qual o órgão competente licencia a localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos ou atividades potencialmente poluidoras. Em âmbito federal, ainda temos a Resolução Conama 237/97. De todo modo, há ainda a aplicação da legislação estadual específica para a atividade, uma vez que grande parte a possui. O licenciamento é de competência do estado.

Faz quatro anos, pelo menos, que é discutido no Brasil a revisão dos processos de Licenciamento Ambiental por meio da proposta de um novo Marco Legal.

Ocorre que o debate perpassa muitos interesses: o setor do agronegócio, interessado em ocupar mais terras; o setor minerário, de olho em novas minas; investidores atraídos pela energia e infraestrutura.. Somando, as obras mais polêmicas enfatizam o argumento do licenciamento como entrave ao desenvolvimento.

Certamente, o discurso de flexibilização e simplificação do licenciamento ambiental para a retomada de investimentos no Brasil ganha força diante da atual crise econômica.

Entretanto, a que custo seria essa flexibilização?

Hoje em dia, o processo de licenciamento ambiental, muitas vezes, é bastante moroso, além de oneroso às atividades econômicas. Na prática, não trazem segurança jurídica ao empresariado. Apesar das análises realizadas, observamos falhas no desenvolvimento por não se pensar nos impactos além da atividade. Ou, eventualmente, a insegurança é causada por ações movidas pelo Ministério Público, questionando a legalidade de todo o processo. Isso só reforça a hesitação e tenta mostrar as falhas da operação.

Neste contexto, está para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados o relatório do Deputado Kim Kataguiri (DEM/SP), e MBL, criando a Lei Geral do Licenciamento (Projeto de Lei N.º 3.729/2004).

A proposta é uma síntese das demandas de alguns setores (minerário, agronegócio e infraestrutura) que defendem que as condicionantes ambientais (condições ou restrições impostas pelos órgãos ao empreendedor para o exercício da atividade em atividade/área que sofre os impactos ambientais diretos da atividade ou empreendimento) – no que diz respeito aos impactos indiretos – não sejam mais de responsabilidade do empreendedor. Outra questão diz respeito à participação e manifestação dos órgãos envolvidos no processo de licenciamento ambiental, que terão participação e manifestação bastante reduzidas. Como exemplos estão a Funai (para proteção dos povos indígenas), FCP (dos quilombolas), IPHAM (pelo patrimônio histórico e cultural), ICMBio (responsáveis pelas Unidades de Conservação)

De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA), a Funai deixaria de se manifestar sobre os impactos em 163 terras indígenas que se encontram hoje em processos de demarcação. Também seriam desconsiderados 87% dos processos de reconhecimento de territórios de remanescentes de quilombos e 523 Unidades de Conservação de Uso Sustentável.

Por óbvio, algumas questões devem ser repensadas objetivando uma maior agilidade e segurança aos processos. Segurança essa, tanto ao meio ambiente, quanto à população envolvida, bem como à própria atividade.

Com essas possíveis alterações, na prática, devemos ter uma maior judicialização da questão, com as consequências dos impactos ambientais sendo endereçadas aos seus responsáveis, causando paralisações, atrasos e mais custos. Além disso, possivelmente, teremos maior prejuízo ao meio ambiente e à coletividade.

Fonte: http://www.revistaferroviaria.com.br/detalhe-noticias.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=32919&utm_campaign=newsletter_08-09-2020_-_04_e_0809_2x_-_le&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

‘Ferrogrão’, o controverso projeto de trem amazônico dos grãos.

O cacique kayapó Beppronti Mekragnotire e o caminhoneiro Sérgio Sorresino estão unidos pelo mesmo medo: a construção do ‘Ferrogrão’, uma linha ferroviária que cruzará a Amazônia brasileira para acelerar a exportação de sua enorme safra de grãos.

O primeiro argumenta que a rota de quase 1.000 quilômetros que parte de Sinop, no Mato Grosso, o coração do agronegócio brasileiro, até o porto de Miritituba, no rio Tapajós, afluente do Amazonas, acelerará o desmatamento e afetará duas terras dos Kayapó, Baú e Menkragnoti, a 50 quilômetros das futuras rotas.

O segundo está convencido de que esta ferrovia, aposta dos grandes empresários globais do mercado de grãos, será um golpe muito duro para os milhares de caminhoneiros que transportam soja, milho e outras commodities todos os dias ‘pela congestionada rodovia BR-163 até os portos fluviais da Amazônia, para o seu carregamento através do Atlântico.

A construção do ‘Ferrogrão’, considerada estratégica pelo governo de Jair Bolsonaro em um país com poucas ferrovias por causa do poderoso ‘lobby da rodovia’, será licitada no primeiro trimestre de 2021 e começará a operar em 2030, segundo o governo.

O projeto resulta em grande parte da demanda insaciável da China por matéria-prima. Terá um investimento de R$ 8,4 bilhões, que o governo espera captar com recursos externos.

É um projeto altamente viável, vai reduzir o custo do frete entre um 30% e um 35%, e a metade do tempo de transporte, disse à AFP Edeon Vaz, diretor-executivo do Movimento Pro Logística do Mato Grosso e lobista deste projeto em Brasília.

Para organizações indígenas e ambientalistas, o ‘Ferrogrão’ é mais um símbolo do avanço imparável da fronteira agrícola do Brasil, maior produtor mundial de soja, na já devastada Floresta Amazônica.

– Mais desmatamento –

Os caminhos de Beppronti Mekragnotire e Sérgio Sorresino se cruzaram no dia 17 de agosto, mais precisamente na BR-163, quando o cacique kayapó e dezenas de índios armados com flechas e paus bloquearam aquela rodovia de quase 1.800 km na altura de Novo Progresso, no Pará.

Protestavam contra a falta de atenção do governo no combate ao novo coronavírus em suas aldeias, contra a devastação de suas reservas por madeireiros e garimpeiros ilegais e contra o Ferrogrão.

O temor é que a ferrovia, que terá trajetória mais ou menos paralela à BR-163, agrave os problemas causados pela estrada construída durante a ditadura militar nos anos 70, pautada sob o lema integrar para não entregar a Amazônia, em referência a alegados planos de chegada de estrangeiros.

Os indígenas afirmam que o impacto causado por esta rota nunca foi devidamente compensado, e eles insistem que devem ser consultados sobre o projeto da ferrovia.

Com a construção da BR-163 aumentou o desmatamento. Imagina com a Ferrogrão, afirma o cacique Beppronti à AFP. Está vendo essa fumaça?, perguntou ele, apontando para as densas colunas de fumaça que surgiam ao longe na floresta, resultado da queima de áreas desmatadas em terras invadidas e das queimadas para limpar os terrenos.

Sérgio Sorresino foi um dos milhares de caminhoneiros que ficaram presos pelo bloqueio na estrada, que durou vários dias, em um clima de calma e cumplicidade.

Eles têm direito. O Ferrogrão também vai nos afetar muito, disse à AFP o homem de 48 anos, que transporta grãos em seu caminhão de 20 metros. Mas acho que é um progresso, acrescentou Sorresino, resignado.

Em 2018, no entanto, os caminhoneiros fizeram sentir seu poder, ao organizarem uma greve de dez dias contra o aumento do diesel e literalmente paralisar o país.

– Ganância ambiental –

O think-tank Climate Policy Initiative garante que o Ferrogrão aumentará a demanda por terras e induzirá o desmatamento de 2.043 quilômetros quadrados de vegetação nativa no estado de Mato Grosso.

Ambientalistas afirmam que com o ‘Ferrogrão’ haverá mais fazendas para atender a demanda crescente e novas estradas para abastecer as paradas de carregamento.

Mas a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), que reúne grandes comerciantes como Bunge ou Cargill, vê a ferrovia como um meio de preservação.

Vai ser um equipamento que trará um ganho ambiental muito grande. O comboio vai ter 160 vagões, transportará 12.000 toneladas com três locomotivas, seis motores, ao invés de estar usando 300 motores, que são 300 caminhões, ressalta Vaz.

Segundo o projeto, a ferrovia não invadirá áreas indígenas e a única unidade de conservação por onde passará é o Parque do Jamanxim, mas o fará por uma faixa já aprovada pelo Congresso para a passagem da BR-163.

Fonte: http://www.revistaferroviaria.com.br/detalhe-noticias.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=32905&utm_campaign=newsletter_08-09-2020_-_04_e_0809_2x_-_le&utm_medium=email&utm_source=RD+Station