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Agora, associado ao Instituto de Engenharia tem à disposição quadra de beach tennis

O Instituto de Engenharia e a Arena Ibirapuera fecharam uma parceria para disponibilização de uma quadra para prática de beach tennis para os associados ao Instituto de Engenharia.

Se você é associado das categorias Pleno ou Universitário, e está em dia com a mensalidade, poderá usar a quadra gratuitamente, com equipamento incluso, às sextas-feiras, das 12h às 22h. A gratuidade é extensiva a um convidado.

A quadra fica na sede do Instituto de Engenharia, no bairro de Vila Mariana, e poderá ser usada mediante reserva, que deve ser feita até as quintas-feiras, com Milka, pelo telefone (11) 91353-3626.

Caso haja desistência, o associado deve avisar com 24h de antecedência, do contrário, não poderá fazer reserva gratuita por 15 dias.

Além da gratuidade, nos demais dias e horários os associados Pleno e Universitário têm 30% de desconto na reserva da quadra.

Serviço:
Instituto de Engenharia – Av. Dr. Dante Pazzanese, 120, Vila Mariana
Estacionamento, pago, no local.
Reserva – (11) 91353-3626, com Milka (sujeita à disponibilização de vaga)
Disponibilidade da quadra às sextas-feiras, das 12h às 22h

Fonte: https://www.institutodeengenharia.org.br/site/news/

CPTM vai construir uma nova estação em Rio Grande da Serra

O Governo de São Paulo por meio da CPTM deve construir uma nova estação ferroviária em Rio Grande da Serra. O atual prédio deve ser parcialmente preservado, mas deixará de ser usado pela população.

A nova estação de Rio Grande da Serra será erguida ao lado de um terminal rodoviário, a cerca de 300 metros antes da atual parada, na Rua Prefeito Cido Franco, 230.

Durante uma entrevista para a Rádio Bandeirantes, o governador Rodrigo Garcia falou sobre o novo empreendimento e disse que vai até a cidade fazer o anúncio oficial.

“Estarei em Rio Grande da Serra no sábado anunciando a contratação do projeto executivo da estação da CPTM, que é o último ponto (da Linha 10-Turquesa). Dali em diante ela só vai para Paranapiacaba, depois descem a serra os trens de carga. É uma reivindicação antiga porque a estação está do outro lado da linha férrea, toda população atravessa a linha, entra na estação para pegar o trem. Vamos mudar a estação de lado”, disse Rodrigo Garcia.

A obra deve ser contratada de oito a doze meses, primeiro será dado início ao projeto executivo da nova estação.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2022/04/cptm-vai-construir-uma-nova-estacao-em-rio-grande-da-serra/

ViaMobilidade é multada em R$ 4,3 milhões por falhas constantes nas Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, diz secretaria

A Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo (STM) anunciou nesta quinta-feira (7) que aplicou uma multa de R$ 4,3 milhões à ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Segundo a secretaria, a multa é resultado das sucessivas falhas nas duas linhas privatizadas, que vêm prejudicando diversos passageiros desde que começaram a ser operadas pela iniciativa privada, em janeiro.

“Após análise das documentações enviadas pela ViaMobilidade, a STM aplicou as sanções cabíveis em contrato no valor de R$ 4,3 milhões. Dentro do procedimento administrativo já instaurado, cabe recurso por parte da concessionária responsável pela operação das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda”, disse a pasta do governo paulista.

A STM diz que a Comissão de Monitoramento de Permissões e Concessões (CMCP) do órgão é responsável pelo monitoramento e acompanhamento de todas as concessões da pasta, exigindo qualidade nos serviços prestados de acordo com os contratos vigentes.

Por causa das falhas constantes e dos prejuízos aos passageiros, o Ministério Público de São Paulo também abriu uma investigação no final de março para apurar os problemas nas duas linhas.

Além dos problemas e transtornos causados aos passageiros, o MP também cita a batida de um trem com passageiros contra a barreira de proteção na estação Júlio Prestes e a morte de um funcionário enquanto fazia a manutenção de um transformador.

O ofício assinado pelo promotor de justiça Silvio Antonio Marques também fala sobre a reportagem do g1 que apontou ao menos 30 falhas em apenas 47 dias de operação.

O MP afirma ainda que “os fatos podem, em tese, configurar ato de improbidade administrativa”.

Procurada na segunda (4) , a ViaMobilidade respondeu que foi notificada pelo MP “e que irá prestar todos os esclarecimentos necessários dentro do prazo estabelecido pelo órgão”.

As linhas 8 e 9 do transporte sobre trilhos registram um aumento nos problemas técnicos desde que a operação deixou de ser gerenciada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Furtos de cabos e falhas de energia, entre outros problemas, têm provocado, semanalmente, transtornos aos passageiros, que enfrentam plataformas e vagões abarrotados, além de horas de espera para embarcar.

Por dia, cerca de 500 mil passageiros utilizam a Linha 8-Diamante. Já a Linha 9-Esmeralda atende aproximadamente 600 mil pessoas diariamente.

Mais transtornos

A ViaMobilidade assumiu a concessão dessas linhas no fim de janeiro, depois de seis meses de transição da operação e de treinamentos junto com a CPTM.

Em 47 dias da nova administração, já foram registradas 30 ocorrências, segundo levantamento feito pela TV Globo:

  • Na Linha 8- Diamante, foram 14 falhas – duas somente no dia 14 .
  • Na Linha 9- Esmeralda, outras 15 falhas
  • No ano passado inteiro, essas duas linhas, somadas, tiveram 15 falhas. E nenhum furto.

Morte e batida
No início do mês, na Linha 8, um trem com passageiros batendo contra barreira de proteção na Estação Júlio Prestes em SP. Vídeo mostra o momento do acidente.

Semanas após o acidente, a concessionária informou que ele foi provocado por falta de acionamento do freio. O operador foi desligado da empresa.

Na Linha 9 – Esmeralda, um funcionário morreu enquanto fazia a manutenção de um transformador.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2022/04/viamobilidade-e-multada-em-r-43-milhoes-por-falhas-constantes-nas-linhas-8-diamante-e-9-esmeralda-diz-secretaria/?utm_campaign=newsletter_07-04-2022_-_08_11_e_1204_-_2x_-_le_e_ld&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

De saída, Doria faz evento para mostrar trem chinês que só chegará ao Brasil no fim do ano

Em ritmo de eventos de inauguração e de entrega de obras antes de deixar o Governo de São Paulo, João Doria (PSDB-SP) marcou evento nesta sexta-feira (25) para “apresentar virtualmente” um trem que está sendo produzido na China e que tem previsão de chegar ao Brasil somente no fim do ano.

Expectativas mais otimistas dizem que há chances de que a composição desembarque no Brasil um pouco antes, mas somente no segundo semestre.

Trata-se do primeiro trem da linha 17-ouro, que está na fábrica da empresa BYD, na China. No evento, Doria mostrará por meio de uma teleconferência a composição que futuramente circulará no estado. Ela faz parte de uma série de 14 que serão produzidas e entregues ao Metrô.

A previsão original de inauguração da linha 17-ouro era a Copa do Mundo realizada no Brasil, em 2014. Em dezembro de 2020, ao retomar as obras, Doria disse que seriam concluídas até 31 de dezembro de 2022. A nova previsão, contudo, é a de que seja entregue no final de 2023.

Quem assinou o contrato de implantação da linha foi o então governador Geraldo Alckmin (PSB), que depois se afastaria de Doria e, atualmente, está em campo adversário e deve se tornar o vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.

A conclusão da obra era vista por aliados do governador como oportunidade de investir em contraposição com a administração de Alckmin. Doria anunciou que deixará o governo em 2 de abril com o objetivo de concorrer à Presidência da República.

A estimativa é de que a linha atenda demanda de 185 mil passageiros por dia útil quando for inaugurada, segundo dados do Metrô.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2022/03/de-saida-doria-faz-evento-para-mostrar-trem-chines-que-so-chegara-ao-brasil-no-fim-do-ano/

Estado relata entraves e prazo para edital do Trem Intercidades entre Campinas e SP fica indefinido

A publicação do edital do Trem Intercidades para ligar Campinas (SP) até a capital paulista está com prazo indefinido, após o governo de São Paulo relatar na tarde desta segunda-feira (28) a existência de entraves com o governo federal e a empresa MRS Logística. Inicialmente, a etapa tinha conclusão estimada para dezembro de 2021 e foi adiada para março deste ano, o que também não ocorreu.

Neste mês, o valor do investimento foi atualizado. Veja abaixo mudanças.

“A publicação do edital do Trem Intercidades deverá ser realizada após a resolução de entraves de convênio que estão pendentes com a MRS e com o Governo Federal. Com tais questões definidas, o edital será publicado”, informa trecho da nota da Secretaria de Transportes Metropolitanos.

Em fevereiro, a secretaria alegou que a mudança do prazo em três meses foi necessária para incluir no documento sugestões recebidas durante as realizações de consultas públicas, ampliadas por um mês e encerradas em outubro do ano passado. O estado, até então, previa assinar o contrato até dezembro deste ano, mas o prazo também não foi reiterado apesar de questionamento da reportagem.

O g1 questionou a pasta sobre quais são os entraves que precisam ser solucionados, mas não houve resposta. Confira abaixo o que dizem o governo federal e a MRS sobre o assunto.

Investimento atualizado
A concessão, que já teve valor estimado inicialmente em R$ 7,5 bilhões e foi atualizada em fevereiro para R$ 8,6 bilhões, diante de mudanças no cenário econômico, neste mês passou a ser projetada em R$ 10,2 bilhões, diz a secretaria. Já o tempo de concessão, previsto em 30 anos, passou para 35 anos.

A pasta, contudo, detalhou somente as variações dos valores divididos em três blocos:

Próximos passos
A expectativa do estado é de que o leilão ocorra no prazo de 120 dias após a publicação do edital, prazo que inclui o recebimento de propostas em sessão pública. Depois disso, caso não ocorram imprevistos, como eventuais contestações de empresas interessadas, o contrato sai em até um mês.

À época da primeira audiência pública sobre o projeto, realizada em agosto de 2021 em Campinas, a previsão do governo era de realizar o leilão em abril deste ano. “O prazo de execução total do projeto é de sete anos, a partir da assinatura do contrato, com possibilidade de entrega do serviço do TIC [Trem Intercidades] em quatro anos”, diz texto da secretaria.

O governo de São Paulo prevê a oferta de um serviço expresso entre as duas metrópoles, com uma estação em Jundiaí (SP). O trajeto de 101 quilômetros de extensão deve ser atendido por um trem com capacidade para 800 passageiros, capaz de operar com velocidade comercial de 95 km/h, e em intervalos de até 15 minutos nos horários de pico. A viagem tem duração prevista de 1h04.

A expectativa é atender até 60 mil passageiros por dia em todos os serviços.

Extensão do projeto do Trem Intercidades entre Campinas e São Paulo — Foto: Governo de SP

O projeto também inclui a implantação de um serviço metropolitano entre Campinas e Francisco Morato (SP), e estabelece atendimentos a outros municípios do interior paulista como Louveira (SP), Valinhos (SP) e Vinhedo (SP). A extensão dessa operação seria de 65,8km, com nove estações e velocidade comercial de 56 km/h – a estimativa é que o tempo de viagem dure 55 minutos.

À época da primeira audiência pública, a Secretaria de Transportes Metropolitanos mencionou que a referência do custo da tarifa para o passageiro será o valor vigente da passagem de ônibus.

A proposta de preço vencedora será aquela com menor aporte de recursos e será permitida a formação de consórcio constituído por empresas somente estrangeiras, informou o governo.

O que dizem o governo federal e a MRS?
Em nota, a MRS informou que as tratativas com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) “vem evoluindo” com objetivo de firmar convênio. “Não temos dúvidas de que a segregação entre os trens de carga e de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo trará ganhos significativos para ambos os sistemas”, diz nota sem especificar, também, quais são os entraves.

O g1 solicitou posicionamento para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e a assessoria informou apenas que a concessionária MRS deveria ser consultada sobre o assunto.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2022/03/estado-relata-entraves-e-prazo-para-edital-do-trem-intercidades-entre-campinas-e-sp-fica-indefinido/

Guerra na Ucrânia pode desestabilizar setor agrícola mundial por longo prazo

Os efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia na agricultura estão sendo analisados muito no curto prazo, mas eles poderão afetar toda a economia do setor por vários anos.

A guerra pode desmontar a produção agropecuária da Ucrânia, um dos principais países participantes do mercado internacional de alimentos.

As consequências serão uma redução na oferta de grãos, alta nos preços internacionais e aumento de inflação nas diversas economias.

Destaca-se muito a importância dos ucranianos na produção e na exportação de trigo e de milho, mas a posição do país no cenário agrícola internacional vai muito além.

A guerra pode desestabilizar a produção no campo rapidamente, mas a reconstrução depois será demorada. Os produtores russos vão sofrer os efeitos das sanções, mas os ucranianos terão uma série de fatores adversos para enfrentar na retomada da produção agrícola.

O grande desafio para os agricultores ucranianos agora é plantar ou não plantar. E o tempo está ficando curto para o início do plantio.

Se plantarem, vão conviver com custos elevados que a própria guerra está incrementando. Ausência e preços elevados de fertilizantes e de agroquímicos. Dificuldades na obtenção de sementes, diesel caro e uma cadeia comercial e logística desestruturada.

Se não plantarem, os ucranianos vão deixar um vácuo na oferta mundial de produtos agrícolas. O resultado para o mercado internacional será uma continuidade da elevação dos preços.

Já os países que têm uma grande dependência dos produtos da Ucrânia, como Líbano, Tunísia e Paquistão, entre outros, além dos preços elevados, não terão mais um fornecedor seguro.

A alta de preços provoca uma inflação generalizada no mundo e aumenta o número da população que entra na lista de insuficiência alimentar.

A importância da Ucrânia no mundo agrícola

A importância dos ucranianos no mercado internacional é grande tanto em grãos como em óleos vegetais. O país é o maior exportador mundial de óleo de girassol, colocando 6,5 milhões de toneladas desse produto no mercado externo.

A ausência dele, como ocorre agora devido às barreiras comerciais impostas pela guerra, força a alta também do óleo de soja, produzido com maior intensidade nas Américas do Norte e do Sul, e de palma, com produção na Ásia.

Os agricultores ucranianos são importantes também na produção e exportação de aveia, cevada e centeio. Nestes dois últimos produtos ocupam a terceira posição no mercado exportador mundial. A exportação de cevada é de 6 milhões de toneladas por ano.

A Ucrânia lidera também as vendas mundiais de farelo de girassol; está na quinta posição nas exportações de sorgo, e entre os dez maiores nas de farelo de soja.

Os grandes destaques, no entanto, ficam para as exportações de milho, que somam 33 milhões de toneladas por ano, e de trigo, que atingem 24 milhões.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2022/03/guerra-na-ucrania-pode-desestabilizar-setor-agricola-mundial-por-longo-prazo/

Guerra faz China priorizar abastecimento de minério de ferro – independentemente do preço

O conflito geopolítico deflagrado pela Rússia ao invadir a vizinha Ucrânia forçou a China a mudar o rumo da estratégia de contenção da alta dos preços do minério de ferro. O país é o maior importador mundial da commodity do aço, com cerca de 1,1 milhão de toneladas por ano. É um material estratégico para sua indústria do aço, que é cerca de 55% do volume produzido no mundo.

O governo chinês, desde meados do ano passado, começou a impor restrições na produção de seus principais cinturões siderúrgicos, como o de Tangshan. Isso freou a escalada dos preços por um tempo. Com a recuperação da força do valor da commodity, recentemente órgãos estatais chineses iniciariam uma força tarefa para impor sanções ao que se chamou de especulações de preços no mercado à vista (spot) do país, que movimenta milhões de toneladas por dia.

Na semana passada, o governo cogitou um decreto obrigando utilização de minério de ferro nos estoques que estão nos portos chineses, reduzindo compras de novos lotes. São cerca de 160 milhões de toneladas estocadas, informou ao Valor o sócio-diretor da Neelix Consulting – Mining & Metais, José Carlos Martins.

“Seria um instrumento de mercado natural, utilizado para regular preços de matérias-primas ou produtos”, afirmou.
Porém, com a alta de US$ 20 a tonelada desde o início da guerra no preço do minério, a China decidiu tomar uma decisão estratégica em termos de país: garantir o abastecimento de matérias-primas e insumos de suas indústrias. Independentemente do aumento dos preços que se verifica no atual cenário e que podem subir ainda mais se a guerra se prolongar.

“A China parou de falar na redução de estoques e passou a priorizar segurança no abastecimento de minério e outras matérias-primas”, afirma Martins. Para o consultor, as dificuldades do mercado ficaram ainda mais evidenciadas com o conflito. Ele destaca: “não será fácil substituir o peso da Rússia como produtor e fornecedor de minério, metais, petróleo e outros insumos”.

O governo chinês pretendia a todo custo conter uma nova escalada da cotação do minério, que em maio de 2021 bateu em quase US$ 240 a tonelada. Teve sucesso momentâneo de levá-lo a próximo de US$ 90, mas aos poucos a commodity veio retomando os patamares de US$ 130 a US$ 140 a tonelada.

Nesta segunda-feira, o minério com teor de 62% de ferro encerrou o dia com valorização de 5,7% no porto de Qingdao, para US$ 161,65 a tonelada, o maior preço desde meados de agosto.

Rússia e Ucrânia são dois grandes fornecedores de finos e pelotas de minério de ferro no mercado — a China fica com mais de 45 milhões de toneladas do volume exportado por russos e ucranianos. Dos dois países saem ainda alumínio, níquel, cobre, paládio, ferro-gusa, petróleo, gás, fertilizantes e commodities agrícolas.

“Em minério, a dependência da China de fornecimento russo não é tão elevada, mas a questão é que Rússia e Ucrânia respondem por quase 10% [são 185 milhões de toneladas] da produção mundial e a saída desse volume cria turbulência e preocupações”, afirma o consultor.

Martins faz um paralelo em relação a 1991, com o estrangulamento da União Soviética. Naquele momento, diz, o mercado global foi inundado com todo tipo de produtos e commodities das diversas repúblicas e que eram centralizados pelo governo de Moscou. “Essa inundação levou a uma forte queda dos preços, gerando ganhos para a maioria dos consumidores no mundo, principalmente a Europa. Agora, é o contrário, os preços vão para as alturas”, analisa Martins, que foi diretor executivo e de metais ferros da Vale por dez anos, até 2014.

Segundo ele, o mercado de minério já enfrentava um problema de oferta que não vai se resolver no curto e médio prazo. “Não há muita capacidade nova de produção para entrar nos próximos anos. A Vale tem dificuldades para ocupar suas capacidades instaladas em várias minas devido aos problemas de barragens e demora nas licenças ambientais”.

Na Austrália, informa Martins, Rio Tinto e BHP não têm projetos novos e a Fortescue (grupo FMG) tem apenas um projeto de 20 milhões de toneladas que iniciará operação de forma gradual. Outro grande produtor, a Anglo American, também não dispõe de oferta adicional prevista.

Além disso — acrescenta —, há exaustão de reservas de muitas minas que estão em operação.

Para o consultor, é do Brasil que poderá sair volume suficiente para equilibrar o mercado mais à frente — somente na Vale são 100 milhões a 120 milhões de toneladas paralisadas. E há ainda Samarco (produtora de pelotas) que retomou operações no fim de 2020, , mas que prevê ampliar a produção somente em 2026. A CSN Mineração também tem problemas de licenciamento para elevar sua capacidade.

As medidas chinesas visando pôr um freio na alta de preços do minério terão de ficar para outro momento. Além da regulação dos estoques, o governo falou em criar uma plataforma única — na verdade uma empresa estatal — para fazer as compras da matéria-prima. “É uma enorme interferência no mercado. Será um tiro no pé”, afirma o consultor.

Na sua visão, se isso vier a ser implementado pelas autoridades chinesas em algum momento vai destruir o mecanismo criado vários anos atrás de mercado spot na China, que cumpre um papel importante de atrair oferta. “Essa plataforma seria a pior medida que se tomaria”, diz.

Uma consequência imediata seria as mineradoras pedirem para as siderúrgicas passarem a retirar o minério em seus portos, como era antigamente, quando não havia mercado spot. Naquela época, que durou até por volta de 2008-2010, o preço era reajustado uma vez por ano.

Mas, em tempos de guerra e de desarranjos da cadeia produtiva mundial, a preocupação do preço, por parte da China, foi substituída pela segurança de abastecimento, resume o consultor da Neelix. “A China consome 1,4 bilhão de toneladas por ano (mais de 110 milhões a cada mês) e o país produz apenas 250 milhões a 270 milhões de minério ao ano”.

Ele acrescenta: é um grau de dependência enorme. Mas o país age rápido, com política pragmática, baseada na realidade. “Não vejo solução do conflito no curto prazo; por isso, todo mundo vai pagar mais caro pelas consequências da guerra”, conclui.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2022/03/guerra-faz-china-priorizar-abastecimento-de-minerio-de-ferro-independentemente-do-preco/

Metrô de São Paulo planeja investir R$ 3,5 bilhões em 2022

No papel, o Metrô de São Paulo tem uma meta ambiciosa de investimentos em expansão e modernização em 2022. Segundo dados divulgados pela companhia, serão aplicados quase R$ 3,5 bilhões em projetos neste ano, valor que é quase do dobro da mesma previsão feita há um ano para 2021.

O grande projeto da companhia é a expansão da Linha 2-Verde entre Vila Prudente e Penha e que deve consumir R$ 1,27 bilhão neste ano, 200% a mais do que em 2021. A problemática Linha 17-Ouro, do monotrilho, vem em seguida, com um orçamento total de R$ 1,07 bilhão. Completa a lista dos maiores projetos a Linha 15-Prata, com R$ 310 milhões, montante ligeiramente inferior ao previsto no ano passado.

Chama a atenção no relatório do Metrô o aumento expressivo dos recursos destinados à Linha 19-Celeste, que ligará o município de Guarulhos ao centro de São Paulo. Foram destinados mais de R$ 118 milhões para o ramal, que ainda está na fase de projetos e prospecção.

ProjetoOrçamento 2022Var.Orçamento 2021 (jan)Realizado em 2021
Expansão da Linha 2-Verde até PenhaR$ 1.267.414.000,00320%R$ 395.938.000,00R$ 623.227.000,00
Expansão da Linha 4-Amarela até Vila SôniaR$ 40.924.000,0036%R$ 112.463.000,00R$ 107.337.000,00
Expansão da Linha 5-Lilás (portas de plataforma)R$ 53.524.000,0058%R$ 92.197.000,00R$ 96.484.000,00
Expansão da Linha 15-PrataR$ 310.250.000,0093%R$ 333.557.000,00R$ 245.472.000,00
Implantação da Linha 17-OuroR$ 1.072.224.000,00178%R$ 603.885.000,00R$ 286.008.000,00
Projeto da Linha 19-CelesteR$ 118.656.000,00265%R$ 44.718.000,00R$ 3.068.000,00
Projetos da expansão metroviáriaR$ 23.700.000,00140%R$ 16.877.000,00R$ 1.426.000,00
Modernização da Linha 1-AzulR$ 33.362.000,00188%R$ 17.790.000,00R$ 11.492.000,00
Modernização da Linha 2-VerdeR$ 21.468.000,00483%R$ 4.441.000,00R$ 1.066.000,00
Modernização da Linha 3-VermelhaR$ 51.811.000,00268%R$ 19.368.000,00R$ 3.971.000,00
Operação das linhas metroviáriasR$ 325.543.000,00180%R$ 180.918.000,00R$ 154.342.000,00
Portas de plataformaR$ 167.279.000,00   
TotalR$ 3.486.155.000,00191%R$ 1.822.152.000,00R$ 1.533.894.000,00

Fonte: Metrô de SP

Por outro lado, as linhas 4-Amarela e 5-Lilás, que consumiram boa parte dos recursos do governo nos últimos anos, terão um volume de investimentos mais modesto em 2022, de R$ 41 milhões e R$ 54 milhões, respectivamente. O motivo é bastante simples já que ambas estão na reta final de implantação de sistemas e por isso já não carecem de grandes somas.

Teoria vs realidade
O orçamento de expansão e modernização do Metrô tem passado bastante longe da realidade vista nos canteiros de obras. A empresa mostra grande dificuldade em atingir ou mesmo se aproximar das metas estabelecidades, por motivos variados como problemas jurídicos, contingenciamentos e evolução dos trabalhos mais lenta do que o esperado.

O resultado disso é que a meta de investir R$ 3,5 bilhões é bastante improvável. No ano passado, por exemplo, o valor divulgado em janeiro era de R$ 1,8 bilhão, mas somente R$ 1,53 bilhão foram realmente utilizados.

Parece que a meta esteve perto de ser atingida, porém, durante o ano a companhia refez os cálculos e ampliou o orçamento para R$ 2,73 bilhões, ou seja, só conseguiu utilizar 56% desse montante.

Para que o volume de recursos seja de fato aplicado nos projetos, o que todos esperam, será preciso que as obras da Linha 2-Verde continuem a evoluir num bom ritmo, incluindo o Estacionamento Rapadura, onde será montado o tatuzão que escavará os 8 km de túneis.

O Metrô também deve lançar a licitação de 44 trens que serão adicionados ao ramal e também às linhas 1 e 3, mas os recursos só deverão ser usados a partir de 2023.

O grande desafio continua a ser a Linha 17. O monotrilho da Zona Sul da cidade teima em não embalar suas obras e projetos. Em 2021, o Metrô só conseguiu aplicar R$ 286 milhões no empreendimento, 34% do total previsto.

Neste ano a situação começou mal: a linha Ouro só consumiu R$ 37 milhões em janeiro, ou 1,8% do total previsto. A Linha Verde, ao contrário, contou com R$ 102,7 milhões, praticamente dentro da previsão de 2022.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2022/02/metro-de-sao-paulo-planeja-investir-r-35-bilhoes-em-2022/?utm_campaign=newsletter_22-02-2022_-_18_21_e_2202_-_2x_-_le&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Concessionária faz perícia em rede de transmissão de energia de obra da Linha 6-Laranja do Metrô após acidente na Marginal Tietê

A concessionária responsável pela obra da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, disse nesta sexta-feira (18), por meio de nota, que iniciou trabalhos de perícia para conferir a integridade da rede de transmissão de energia.

Para isso, uma cavidade foi aberta paralela à Marginal Tietê, na via local. Os trabalhos devem durar uma semana.

Quase três semanas após o rompimento de uma tubulação de esgoto inundar a escavação da obra e abrir uma cratera na pista local da Marginal, as causas do acidente permanecem desconhecidas.

O Ministério Público também está com um inquérito aberto para apurar as causas e responsabilidades do acidente. Engenheiros responsáveis pela obra irão prestar depoimento nas próximas semanas.

A empresa Acciona, líder do consórcio que constrói a linha, também investiga o que provocou o acidente, mas avalia que toda a parte eletrônica dos tatuzões, equipamentos responsáveis pela escavação de túneis e que estão submersos na água suja após atingir o supertúnel da Sabesp, foi perdida. Um tatuzão custa, em média, US$ 30 milhões.

A empresa diz que mantém 6.000 funcionários trabalhando e que a construção das 15 estações da Linha 6-Laranja não parou após o acidente.

Não há prazo para a perfuração dos túneis no local do acidente ser retomada e só quando esse trabalho recomeçar é que a Acciona vai poder definir se essa paralisação vai ou não provocar atraso na entrega da linha, prevista para 2025.

Nesta quarta-feira (16), a Sabesp criou uma nova estrutura de tubulação azul para transferir esgoto. Ela é provisória e atravessa ponte da Freguesia do Ó, buscando retirar parte da água suja que invadiu a cratera provocada pelo esgoto do supertúnel que se rompeu.

No local do acidente, a pista local da Marginal Tietê ainda está interditada com tapumes, e a cratera aberta após o acidente foi fechada com argamassa.

Técnicos continuam monitorando a estabilidade da área e uma mistura de cimento com água está sendo usada para preencher eventuais frestas e fissuras que são encontradas após o rompimento do supertúnel de esgoto que passava acima do trajeto feito pelo tatuzão.

Na última semana, o nível de água suja nos poços voltou a subir, o que indicava que mais esgoto continuava a entrar no local.

Na terça-feira (15),o governo do estado disse que o problema já foi resolvido, mas o esgoto voltou a ser retirado do local.

O bombeamento para o outro reservatório é feito a uma velocidade de 80 litros por segundo e vai para três poços. A expectativa é baixar 1 metro a cada 10 horas, com o objetivo de retirar a água e não prejudicar a estrutura de concreto já feita para fechar a cratera.

Fonte: https://revistaferroviaria.com.br/2022/02/concessionaria-faz-pericia-em-rede-de-transmissao-de-energia-de-obra-da-linha-6-laranja-do-metro-apos-acidente-na-marginal-tiete/?utm_campaign=newsletter_22-02-2022_-_18_21_e_2202_-_2x_-_le&utm_medium=email&utm_source=RD+Station